A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria da Mulher (SEMU), realizou, na manhã desta quinta-feira (27), a primeira reunião da Câmara Técnica de Enfrentamento à Violência de Gênero (CTEVG) de 2025. O encontro reuniu entidades e forças de segurança de Caruaru a fim de debater o fortalecimento do trabalho conjunto que atua na prevenção aos crimes relacionados à violência de gênero.
A reunião foi realizada no auditório da SEMU e, durante o encontro, foram celebrados os números relacionados à redução da violência de gênero em Caruaru. Foram discutidas estratégias para dar continuidade ao trabalho de enfrentamento aos crimes contra as mulheres, tendo em vista que o trabalho já realizado no município resultou na redução em 75% dos casos de feminicídios em 2024.
“Temos plantado sementes nos últimos anos. É um conjunto de ações que são coordenadas e realizadas há anos para garantir que esses números sejam possíveis. Os números são reflexo das vidas que são salvas por meio das políticas de enfrentamento à violência de gênero no município. É um trabalho que é fruto de integração e planejamento da rede e ele precisa ser continuado e fortalecido”, destacou a secretária da Mulher de Caruaru, Luana Marabuco.
O encontro contou com a presença de representantes da Delegacia da Mulher de Caruaru, Polícia Militar, do Centro de Referência da Mulher, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), da Comissão da Mulher da OAB Caruaru, da Autarquia de Mobilidade de Caruaru (AMC), da Defensoria Pública e das secretarias de Educação e Saúde. O objetivo foi de promover um diálogo para fortalecimento e ampliação das políticas públicas que atuam em função da proteção das vítimas de violência em Caruaru.
De acordo com a delegada da Mulher de Caruaru, Érica Feitosa, o objetivo é de garantir que as medidas de enfrentamento à violência contra a mulher continuem garantindo celeridade no processo de proteção às vítimas, a exemplo do trabalho realizado pelo Núcleo Integrado dos Oficiais de Justiça (NIOJ), iniciativa pioneira em todo o país.
“Caruaru tem uma rede integrada que atua na garantia de políticas para suporte das mulheres vítimas de violência. Uma questão muito importante é a falta de burocracia no atendimento às vítimas de violência, porque muita burocracia acarreta na lentidão do processo. Caruaru tem um padrão que é modelo e as demais delegacias querem atingir, é uma referência, principalmente pela celeridade no cumprimento das medidas protetivas por meio de iniciativas como o NIOJ”, destacou a delegada.